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22.8.11

Heeeeeeya! Howwwdy *

Muitas coisas têm acontecido em minha vida mas nunca dá tempo de “colocá-las no papel”. As vezes até literalmente...

Mas semana passada aconteceu algo tão diferente que não posso deixar passar batido.

Dei uma de aventureira e encarei quase DEZ horas dentro de um ônibus para visitar uma amiga em Knoxville, no Tennessee.

Tem coisas que 'a gente’(aka EU) só faz em nossa “vida americana” e este tipo de viagem é uma delas, sabe? Por exemplo... Quem acha que EU encararia horas e horas de viagem dentro de um ônibus no Brasil para ir ao Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro ou qualquer outro estado? Nuuuuuuunca.

O máximo que já fiz em um ônibus brasileiro foi uma viagem para a praia na qual vomitei o caminho inteiro (que durou um pouco mais de uma hora). Uma hora e quarenta minutos vomitando para ir a um lugar que eu nem gosto muito. Imagine o arrependimento?

Mas enfim.. Voltando ao Tennessee... E as coisas que ‘fazemos’ em nossa “vida americana”.

Esta amiga que eu fui visitar nunca foi minha melhor amiga no Brasil. Temos GRANDES amigos em comum e trabalhamos no mesmo lugar no Brasil(em períodos diferentes). Sempre tivemos contato mas não era uma coisa de ligar e contar o que estava acontecendo com a vida, sabe?

Ela me visitou aqui em Washington DC um mês atrás e apesar de ela ter vindo bem na época em que a casa da minha sis estava em reforma, tivemos dias maravilhosos(pelo menos eu tive!). Pude mostrar para ela todos os monumentos, colocar os museus importantes em um papel para que ela escolhesse os preferidos, levar para baladinha, beber umas em casa e até conversar por horas e horas na madrugada afora. E isso porque nem éramos amigas próximas no Brasil, né?

Na despedida de DC, ela me convidou para passar uns dias no Tennessee.

E assim que eu tive uma oportunidade, eu fui.

Ônibus confortável, barato, com wifi e tomada para carregar meu iphone... As dez horas de viagem não demoraram nada para passar. E o melhor? Nem vomitei.

Mal cheguei em Knoxville e minha amiga já me levou em um barzinho que tinha algo chamado "animal hour”. Lá eles serviam bebidas por apenas um dólar das 9 as 10 da noite. UM DOLAR! Sabe como é cidade universitária, né?

bebidjenhas boas e baratas? só em knoxville

Lugar bacana, conheci os amigos dela e logo fomos para casa porque tínhamos combinado de andar nas montanhas de Knoxville logo cedo e tínhamos que estar dispostas para isso (OI?!?Eu andando nas montanhas? É, coisas da minha “vida americana”..).

Um amigo dela, que é do Tennessee resolveu ir com a gente e acho que não poderia ter sido melhor porque ele sabia o caminho e nos deu várias dicas durante a caminhada.

Paramos para o café da manhã, depois compramos vários snacks. BTW, só coisas saudáveis... As vezes nem eu acredito que "saudável", "snack" e "compramos" pertecem a uma frase minha, sabe? Mas enfim..

Assim que chegamos nas montanhas vimos várias pessoas com binóculos na mão e o amigo dela parou o carro e perguntou para um senhor o que havia por lá. O senhorzinho de chapéu e todo equipado para a vida selvagem, respondeu: “URSOS”.

O amigo dela já havia nos explicado o que deveríamos fazer caso encontrássemos um urso mas achei a possibilidade meio remota. Ele disse que deveríamos colocar galhos nas mãos, parecer maior que eles e chacoalhar os braços. Nunca correr! Ele também disse que os ursos não eram muito perigosos e poderíamos ficar tranquilas a não ser que fosse a mamãe urso com os filhotes... Porque os animais protegem muito os filhotes.

Eu ouvi os conselhos mas parecia aqueles conselhos que nós, que moramos em São Paulo, damos aos turistas que vêm do interior: "Cuidado com as coisas no bolso, na bolsa... Podem te atacar, te roubar.” Aquela coisa, né? Não acontece com todo mundo mas prevenimos...

Enfim... Mal colocamos o pé no lugar e três ursos estavam ali na grama, deitando e rolando. Eles estavam meio longe e eu tirei uma foto. Nem dava para ver direito na minha foto mas eu pensei: “Que bom! Vimos ursos. Não terei medo durante a “andança”... Qual a possibilidade de vermos de novo?

ursinhos carinhosos?

Andamos, andamos e andamos. Comemos nossos snacks, paramos para a água e a montanha nunca acabava. Mas que bom porque a paisagem era linda e os insetos, aracnídeos e “coisinhas "estranhas” que encontrávamos pelo caminho eram lindos.

Depois de muito andar “encontramos" a cachoeira (geladíssima por sinal) e ficamos por lá por um tempo, lavando a alma.

A volta pareceu bem mais difícil e eu já estava me arrastando. Meu sonho era estar sentadinha dentro do carro com o ar condicionado ligado. Nem olhava mais para a paisagem e para os “bichos” em volta de mim. Só queria o ar condicionado.

Mas acontece que quando estávamos bem perto do carro eu vi que havia uma outra trilha... Esta era bem curtinha e nos levaria até a casa do Elijah “alguma coisa” e eu perguntei a minha amiga e ao amigo dela se eles queriam fazer esta trilha porque eu gostaria de tirar fotos deste lugar.

Eles, mais dispostos do que eu, toparam na hora.

Chegamos lá rapidinho, tiramos fotos e decidimos voltar para o carro por outro caminho. Já estávamos “familiarizados” com a vida selvagem e queríamos ‘desbravar’ a natureza, sabe? Até que... Eu congelo.

Vi três ursos BEM PERTO de mim e dos meus amigos. E o pior? Era uma ursa e dois filhotes.

O amigo da minha amiga viu o que eu vi e meio que me segurou na hora, dizendo “não grite. não corra...”. Fiquei lá estática até a família de ursos atravessar um pedacinho da floresta em cima de um tronco. Coisa de filme...

Eu, que tenho medo até da minha sombra (literalmente!) quase tive um ataque. Foto? Eu não consegui nem respirar e você acha que eu conseguiria apertar o botão ON/ OFF da câmera? E se o CLICK atrapalhasse a ‘mamãe ursa’?

Depois desta “visão”eu estava com uma disposição incrível. Andei para o carro rapidinho...

Chegamos em casa, tomamos banho e já fomos para a “animal hour”de novo. Depois fomos para outra balada. No outro dia? Turismo logo cedo seguido de “animal hour” e outra balada. Gzzzz!

Não se de onde sai esta energia que tenho quando viajo mas é uma vontade de fazer tudo que eu nem lembro o que é dormir.

A cidade de Knoxville é muito bonita e as pessoas super simpáticas. Mutos jovens... Aquela coisa universitária (falou a velha, né?!), mas super bacana. O Museu de Arte tem coisas interessantes, as lojinhas são cheias de coisas fofas, o Sunsphere é sensacional em todos os ângulos e a vida noturna é muito barata.

Agradeço a Rê por ter me dado a oportunidade de conhecer uma cidade que nem passaria pela minha cabeça, ter me apresentado aos amigos e amigas dela(pessoas bacanérrimas!) e agradeço também por ela “aguentar”o pique que eu tenho em viagens. Eu sei que não é fácil...


***

Ah, e agora que o medo passou eu “descobri” que passei por uma das melhores experiências da minha vida. Graças a ela também... Ver animais selvagens no habitat deles é uma experiência fantástica. Uma pena que “a gente” acha tão fantástico que não consegue apertar um botão da câmera fotográfica para dividir a experiência, né?

Mas quer saber? Vá lá e passe por isso. Eu aconselho.

***


* Heeeeeeya! Howwwdy = Hey/ How are you? ----> Aparentemente as pessoas no Tennessee falam outra língua. Aquela mesma sensação de quando vamos a alguns estados brasileiros, sabe? Sensacional.

***


Preguiça de ler a minha história? Resumo do resumo de Knoxville em fotos



Vista do Sunsphere.


Rê “into the wild”...


TJ pulando a cachoeira e nos deixando com medo...


Proibido alimentar os animais? Deveria ser proibido ser o alimento deles... ;)


Belíssimos parques... Este é o Concord Park.


Museu de Arte de Knoxville.


A cor mais linda que já vi!


O “building” que MAIS chamou a minha atenção, em Old City.



O retrato do cansaço na Abrams Falls Trail.

Ah, e aqui alguns registros iPhônicos...






6.6.09

CA... parte 6- O último dia

Acordamos naqueeeeeeeeeeeeeeeeeela tristeza! Deixar Los Angeles não era algo que estava nos planos da viagem, sabe?
Mas enfim... Nossa meta do dia era ir ver o FAMOOOOOOOOOOSO Hollywood Sign e dar uma volta em L.A. Downtown.
No ponto de ônibus, conhecemos um menino super bonzinho da Suécia(eu acho!). Daí que ele estava mais perdido do que tudo e convidamos ele para ir com a gente(quer algo MAISPOBRE de que dar uma carona no ônibus?).
Chegamos no ponto desejado, andamos, andamos e andamos e NAAAAAAADA do tal sinal de Róliuuuuldi. Daí, não sei se o menino estava cansado de andar, se estava com medo da gente ou se o papo estava chato mesmo. Eu só sei que ele perguntou: "Vocês vão MESMO até lá em cima"? E a nossa resposta veio como num coral: "Simmmm!" O que fez ele nos dar tchau e desistir depois de uma boa horinha "perdida".
Mas olha, vou te contar... Talvez ele estava certo. Coisa MAISCHATA andar, andar e não conseguir avistar o que se quer, sabe?
Daí que paramos em um mercadinho e perguntamos quanto tempo estávamos do Hollywood Sign. Os rostos das pessoas, seguidos da pergunta: "Vocês vão a pé???" nos deixou TOTALMENTE desmotivadas e resolvemos tirar fotos por ali, longe MESMO.
Quer dizer... A Grazi pediu informação para uma senhora e a doida queria nos levar. Porém eu e a minha(in)sanidade, não nos deixou levar. Gente, não sei... Não tive muito boa impressão por aquela velha com cara de louca, sabe? Se bem que o menino pode ter pensado a mesma coisa da gente. Mas enfim... Tá ai. De longe, mas tá.




Saindo de lá, seguimos com rumo a L.A. Downtown e a Gra queria porque queria ir ao Walt Disney Concert Hall.
E vou te falar... Ê passeinho demorado, viu?
Andamos, pegamos ônibus, metrô, andamos mais, mais, mais e NUNCA chegava. Daí que eu falei para a guria que se não chegasse em tanto tempo, eu voltaria para o hostel. Eu, que AMO andar, já não aguentava mais.

No caminho, vimos uma igreja e entramos. Vou te falar.... Igrejinha estranha, viu?Não sei por que, mas não parecia uma igreja "qualquer"...

Não dá para vocês repararem direito, mas era estranha...

Por sorte dela (ou minha??), avistei uma placa que indicava o famoso, o tal.
Olha... Acho que valeu a pena ver aquele prédio viu? Pelo menos prefiro pensar que valeu.

Me diga se valeu!

Saindo de lá, só pensava em uma coisa: COMER.
Almoçamos e voltamos. Desta vez, em direção ao hostel.
Chegando na Melroseeu fui direto a Urban Outfitters. Quem me conhece sabe que é a minha loja preferida por aqui. Enfim, fomos lá e gastamos um pouquito. Passamos na Chilli para dar tchau para o Júlio e tiramos nossas ÚLTIMAS fotos da Melrose.

Um luxo decadente, sabe?

Voltamos para o hostel, arrumamos nossas coisas e pegamos o shuttle para o aeroporto. Gente... A Grazi estava tão DESESPERADA (porque achou que teríamos os mesmo problemas que tivemos na ida- de atraso e/ou cancelamento), que chegamos com MUITAS horas de antecedência( eu com 7 e ela com 5!). O que fazer nesta hora?
Os últimos brindes.

Viajamos bem, viu?

Espero que todos tenham gostado da viagem e, como diria o Arnold...

I'll be back!

CA... parte 5- O segundo dia

Acordamos cedíiiiisimo de novo e fomos tomar nosso cafezito. Estava sentada quando a Grazi vem rindo e me fala: "Guria... Vem ver quem está dormindo no sofá! Quando eu vou, não acredito!!! Era o inglesinho da noite anterior. Deitado como um mendiguinho, todo encolhido E com a mesma roupitcha. JEHHHsus eu e a Grazi temos uma forte capacidade em conhecer "estas" pessoas, viu? Mas enfim, tirei uma foto do bonitenho para ilustrar.

tão bonitenho, mas tãããão podrinho.

Depois disso, resolvemos ir contra o que todo mundo falou sobre o transporte público de Los Angeles e pegamos um ônibus. Gente, vou falar... Andar de ônibus, metrô e/ou trem em DC, NY ou Londres é uma coisa. Mas andar em Los Angeles é TOTALMENTE outra. Percebemos que quem anda de transporte público por lá, é pobre mesmo. E só de lembrar que em Londres eu me apaixonava em cada estação...

Triste.

Mas fomos que fomos e paramos na FAMOOOOOOOOOOOSA Calçada da Fama. Gente, PIORPASSEIOEVER! Assim... Se você vai para Los Angeles, faça sua parte. Pare, tire umas fotitos e siga em frente. Mas já vou avisando... É uma coisa chata, viu? Tentar tirar fueto das mãos/ pés dos famosos com um monte de gente em cima, pessoas fantasiadas de famosos querendo tirar fuetos com você(para ganhar dindin, ÓBVIO!). É tudo muito chato. E quando um fantasiado é louco e começa a te dizer ABSURDOS(sim, eu e a minha CAPACIDADE em atrair loucos!), é pior.
Mas CLARO que eu, como boa turista, tirei fotitos de quase todos os pés presentes na Calçada e sentei "com os piés" do Johnny Depp, Tom Cruise e Tom Hanks ao meu lado(porque são os meus preferidos).

Aquilo que você já sabe.

Saímos de lá, fomos para o Kodak Theatre, comemos um sushi e bebemos umas cervejas. Aí sim, viu? Agora seria hora de sair, deitar e rolar(ou sentar?) naquela calçada chata.

Poser no Kodak

Poser na escadaria do Oscar

As lukas em Róliuuldi, mas se sentindo na Padoca.

Depois disso, encontramos a MALUca e fomos para a calçada de novo(para irmos até o espanta bofes).Gente... aí o Charles Chaplin pediu para tirar fotitos com a gente e fomos logo avisando que não tínhamos troco(porque aqui a gente só anda com cartão, sério!). Mas o bonitinho falou que só queria tirar fotos mesmo, porque amava brasileiros. E olha que simpatia!

A dele, claro.

Enfim, como todos sabem, depois de toda a alegria causada pela cerveja, vem o sono.
E a Grazi que o diga em seu Antes e Depois. Ráááá!

A MALUca( e o espanta bofes) nos levaram até Beverly Hills. A Grazi capotou no primeiro instante e, assim que chegamos lá, tirei uma fotito e acordei a Guria, parcialmente bêbada.
O que falar de Beverly Hills? Ah, aquela coisa, né? Milhões de mansões, as melhores lojas, gente bonita e blablablá. Mesmo quem nunca foi SABE o que esperar de um lugar daqueles, né?

Beverly Hills, sabe?

Fomos ao hotel onde foi filmado parte do filme Uma Linda Mulher, tiramos fotitos turísticas(e quem sou eu se não as tiro?), mas não achei lá aquelas coisas... Cheguei aqui onde moro e minha amiga perguntou: "Cadê as fotos das MANSÕES DE BEVERLY HILLS, Mariana!?! Você tira fotos de mendigos, dos trailers e daquela praia ridícula(vulgo Venice) e não tira das mansões? "Ai, gente... Sorry, mas esta sou eu!
Ilustrando as pagações de sapo:

UMALINDAMULHER não apareceu por lá...

Então fomos carudas e entramos para ver de perto.

Lá, onde nunca comprarei: Rodeo Drive.



Dispensa legenda, eu acho.

De Beverly Hills seguimos em direção a Universal Studios. Aquelas coisas também, que todos sabem. A super guitarra, o macaco, as luzes... Fotitos básicas, porém necessárias(ou não!).







Nada de muuuuuuito diferente, sabe? Fechei a tarde com o meu cafezito sagrado do Starbucks, umas bolsas e lembrancinhas compradas, claro.
Como se não bastasse as calorias do café(bem GORDO!), paramos em uma sorveteria em um bairro(BEM)gay. A sorveteria chama YOGURT STOP. Lá dentro lembra uma sorveteria por kilo do Brasil. Porém, todos os sorvetes são feitos com yogurte(ou todos os yogurtes são sorvetes?). Sentamos lá na frente e fiquei BEGE. O bairro era BEMMMMM gay, sabe? Todos lindos(dá até desgosto em ver tanta beleza "impossível"!). Aliás, acho que éramos as únicas "perdidas" naquela região.

A região...

A delicinha...

Quando saímos de lá já era tarde e a Tici e o Júlio não estavam com vontade de sair de baladita(já que tinham trabalhado o dia inteiro). O que nos restou? Mais calorias. Desta vez, com pizza, pizza e mais pizza na casa deles. O relaxing time foi ótimo... Nossa viagem já estava QUASE acabando e precisávamos de algo assim.
Voltamos para o hostel e o povo tava todo lá, a todo vapor. Porém aquele dia, eu e a Gra não estávamos com muito saco, tomamos apenas um chazito e fomos para a cama.

5.6.09

CA... parte 4- O primeiro dia

Acordamos cedíiiiiissimo e eu, como sempre, fiz aquela bagunça. Não sei o que é, mas TODA vez que tento ser silenciosa, sou um desastre... Estávamos em um hostel e eu não queria acordar as coitadas que estavam dormindo( já que eu havia acordado as mesmas na madrugada). Porém, eu e "minha delicadeza" quase caímos da parte de cima do beliche. Para que, né? A doida da Guria, ao invés de me ajudar, caiu na risada. Jééééésus, sorte que sempre somos as piores dos hostels... Eu nunca conseguiria conviver com alguém como eu, credo.
Mas enfim... Tomamos um cafezito e fomos para a casa dos belos nos encontrar com o casal 20 e com a nossa nova amiga MALU(ca). De lá, nos dividimos: Tici e Malu no carro da Malu(mais conhecido como "espanta bofes") e eu, Grazi e Júlio no Chilli Móvel cantando Legião em alto e bom som(e olha que nem estávamos na fossa, hein?). "Vamos a la playa oh o-o-o-oh..."

Chegamos em Malibu e já fiquei besta. Gente, gente... Isso é uma GRANDE coisa porque quem me conhece sabe que eu costumo NÃO gostar de praias. Mas enfim, me joguei.
Neste caso, literalmente.

Mas então... Lá era tao azulzinho, tão calmo e tão vazio que me deu a maior paz de espírito. Curtimos um pouquito da paisagem, tiramos fotitos e seguimos para a próxima praia.
a última observada... ou não.

Antes de chegar na mesma, paramos em uma Creperia Francesa, onde comi uma saladinha LIGHT e um BIG crepe. E vou te falar...
ÔÔÔÔÔO delícia!

O Júlio voltou para casa já que tinha que trabalhar e a mulherada seguiu rumo a Santa Mônica, no espanta bofe.
Olha que coisa mais estranha... Lá, que é super conhecida por ser uma das MELHORES praias de L.A., não me deixou NENHUM POUCO impressionada. Era bonita, mas nada de diferente para ser dito ÓOOOOOO. Lá eu lembrei do Brasil com a praia e os prédios por perto e muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuita gente, muita.
Cheio ou não?

Além do mais, a praia ficou PIOR porque tinha um moço tocando umas músicas SUPER boas, quer dizer, assassinando estas músicas, o que me deixou com um pouco de raiva.

Mesmo assim, fuetos para registrar, neam?

O tempo foi passando e as meninas tiveram que ir embora. Eu e a Guria ficamos por lá comprando tranqueiras, tricotando e tirando fotos(novidade!).
Daí que a Guria me pergunta: O que tu achas de caminharmos até Venice? Eu e meu senso de direção, aceitamos.

"Caminhando e cantando e seguindo a canção..."

Andamos, andamos e andamos até chegar em um lugar DEMAIS! Só podia ser a Venice Beach, sabe? Assim, a praia nem era bonita, mas aquele melting pot que me chamou atenção desde o início.
Muitas barraquinhas vendendo tranqueiras, lojas esotéricas, lojas de souvenirs, lojas, lojas, lojas...

adoooooro um povão, sabe?

Uma academia no meio da praia, NO MEIO. Os marombados todos lá, malhando no sol californiano.

eleleeee

Ah, e claro... Vários barzinhos tocando THE DOORS. Vou te falar... Uma energia I-N-C--R-Í-V-E-L!

The Doors, The Doors...

Mas ATENÇÃOOOO: Se você é fresco como a minha sis ou o meu host, nem passe perto desta praia. Está no hall das coisas mais assustadoras para eles, em todos os sentidos( para você ver como gosto é gosto, neam?).
Enfim, ficamos lá, andamos, observamos a paisagem E as pessoas, esquecemos de ver a casa do Jim Morrissom(!), encontramos a mãe da Kendra(playmate)... Até que as meninas reapareceram e nos buscaram.
Fomos para nossa casita( eu já estava tãããão acostumada com a Califa que já chamava o hostel de "minha casa"), tomamos banho e já saímos(as meninas do quarto não entendiam este pique!).
O Júlio e a Tici falaram que iam nos levar em um lugar BEM bacana e assim FOI.
Fomos para o Toi.

yummi yummiii

Um restaurante com comida tailandesa e memórias do Rock espalhadas por todos os cantos. Gente... a comida era FABULOSA e o ambiente idem. Muito bom mesmo! Posteres de shows avaliados em milhões colados em todas as paredes, pessoas bacanas, tudo ótemo. Aliás, o Júlio nos contou que encontrou o Steven Tyler lá uma vez. Fino, não?
O Toi abre todos os dias, de manhã até a noite, mas tem UM defeito: bebida alcoólica APENAS até as 12 PM. E, como chegamos tarde, a Grazi teve apenas 5 minutos para beber uma cervejita chamada CHIMAY, que eu provei e posso falar que também é ÓÓtema.
Comemos tanto, mas tanto, que nem deu pique de sair de baladita. Porém, chegamos em nosso hostel e conhecemos uns doidinhos lá... Um inglês, um australiano, uns americanos e um sueco( este era doido MESMO, credo). Ficamos lá papeando com eles e dando MUITA risada até passar o "cansaço da comida".
Gente... sei que se eu contar aqui não será nada engraçado, mas na hora foi tãããão... Alguém já prestou atenção no sotaque inglês? Eu acho LINDO, mas mesmo assim ficamos falando para o inglesinho falar umas palavras em "inglês americano". As palavras ficavam óotemas. A melhor foi awesome, que é uma palavra MUITO usada aqui pelos americanos( até demais!). O inglês nos contou que na Inglaterra eles não usam AWESOME, e sim BRILLIANT para dizer que algo é sensacional, sabe? Finesse pura estes britânicos, gente. Mas enfim... Eu e a Goria aproveitamos da bebedeira dos garotos e pedíamos para o americano imitar o sotaque do inglês e para o inglês imitar o do americano. Deveria ter filmado porque foi ÔÔÔÔsome/ ÁÁÁÁsome(ou awesome?)fechar o dia com estes doiditos.

3.6.09

CA... Parte 3- A chegada

Depois das LOOOOOOONGAS horas dentro do airplane(sou só eu ou e MUITO boring viajar de avião?).
Eu esqueci de levar um remedinho para dormir e fiquei pasmando. Terminei de ler meu livro, li revistas e fiquei escrevendo, escrevendo e escrevendo(crônicas para o outro blog). As pessoas dormiam e acordavam e eu lá, escrevendo.
Mas enfim...Depois destas LONGAS horas, cheguei e nem tive que pegar minha mala, já que viajei com uma pequena, de mão(acredite se quiser!).
Liguei para a guria(Grazi)e ela, que estava a minha espera desde o dia anterior, já sabia qual o shuttle que nos levaria até o hostel. So smart!
Eu estava me achando uma pessoa com sorte... Primeiro porque a west coast tem 3 horas de fuso( e eu não tinha perdido TANNNNTO tempo assim). E depois que o shuttle chegou assim que pisamos no ponto.



Claro que antes do shuttle engatar a primeira, tiramos a última foto(gente, preparem-se! Tudo é motivo para fotos).



Assim, a Grazi deu o endereço do hostel para o motorista e seguimos no trânsito caótico de los angeles(sim, é CAÓTICO!).
O motorista dirigia, dirigia e NUNCA chegava. Mas até aí tudo bem porque eu e a minha amiga estávamos há meses sem nos vermos e tínhamos MUITO o que falar, MUITO. Tínhamos tanto o que falar que eu acabei nem perguntando qual o endereço que ela passou para o motorista( já que no dia anterior estávamos em dúvida entre dois hostels e EU acabei decidindo por um deles). Aí já sabe, né?
O motorista avisou que havíamos chegado. E adivinha quem chegou conosco? A Lei de Murphy. Sim, porque assim que chegamos e pagamos pela "viagem", percebi que a Grazi havia dado o endereço errado.
Adivinha? Rimos para não chorar e o santo I phone nos deu AQUELA ajuda para podermos nos localizar.
Resultado, caímos BEM na Calçada da Fama e ficamos com a maior vontade de começar o nosso turismo por lá mesmo, assim não precisaríamos voltar outro dia. Porém, andar com a mala de rodinha ninguém merece, neam?
Comemos um mexicano(aliás, lá é CHEIO deles!), pegamos um taxi e passamos o dia na Chilli Beans, papeando com o Júlio e com a Tici.

Relembrando meus velhos tempos de Chilli Beans

A noite os bonitos nos levaram para um pub chamado Barneys.
Além do ambiente ter uma energia boa, uma cerveja óoooooootema e mesas meticulosamente enfeitadas com MUITOS recortes de mitos da música e do cinema, ele tem história.
Lá que pessoas como Janis Joplin, Jimi Hendrix e Jim Morrison frequentavam e davam aqueles bafons que todo mundo conhece.
E mais! Segundo o site do pub, lá que Quentin Trantino escreveu boa parte de Pulp Fiction.
Além disso, o pub foi votado como o lugar number one para assistir esportes em los angeles.
Finésse, não?

Ele é o luxo da história e o lixo da simplicidade

E quer coisa melhor do que fechar o dia no luxo e no lixo de Los Angeles?